A NII, holding controladora da Nextel, divulgou nesta quinta-feira (23) uma receita operacional de US$ 6,7 bilhões em 2011, sendo que sua operação brasileira representou mais da metade desse valor, com uma receita de US$ 3,4 bilhões, 30% acima do registrado em 2010. Já o lucro operacional da companhia avançou 9% para US$ 1,56 bilhão, sendo US$ 673 milhões da Nextel Brasil.
“Em 2011, obtivemos um progresso significativo em nossos negócios e no plano de implementação da tecnologia 3G”, disse o presidente-executivo da NII, Steve Dussek, em comunicado da companhia. Segundo o executivo, a operadora de push-to-talk deve lançar suas primeiras operações em 3G este ano, no Chile, no México e no Brasil. A companhia espera investir US$ 1,7 bilhão em 2012.
A NII, que opera também na Argentina e no Peru, registrou um total de 1.684.000 adições líquidas em 2011, encerrando o ano com 10,7 milhões de assinantes. No país, a operadora saltou de 3,3 milhões para 4,1 milhões de clientes, com uma receita mensal média (ARPU) de US$ 65 por assinante, acima dos US$ 48 registrados pela NII como um todo.
A empresa destacou o aumento de US$ 24 no custo médio de aquisição de novos clientes, que foi de US$ 310 em 2011. Segundo a NII, o aumento se deve aos custos mais elevados relacionados ao lançamento da nova identidade visual da marca, aumento dos subsídios de aparelhos e ainda o custo de retenção de assinantes relacionado ao acirramento da concorrência do mercado, principalmente no Brasil, onde os custos ficaram abaixo da média, no entanto, em US$ 296.
“Nossa expectativa é continuar enfrentando uma concorrência acirrada em 2012, mas não permitiremos que esses desafios nos desviem do compromisso de atender nossos clientes de alto valor. Continuamos concentrados no objetivo de oferecer os serviços das nossas novas redes W-CDMA nos mercados mais importantes ao longo de 2012”, afirmou Gokul Hemmady, vice-presidente executivo, CFO e CTO da NII.
As previsões da companhia para 2012 são de uma receita de US$ 7,1 bilhões e um lucro operacional menor, de US$ 1,4 bilhão, que a NII atribui ao impacto de aproximadamente US$ 50 milhões de despesas com remuneração em planos de opção de ações.
Fonte: http://www.telesintese.com.br/index.php/plantao/18530-receita-operacional-da-nextel-brasil-salta-30
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Investimentos estrangeiros em telecom somaram R$ 11,27 bilhões em 2011
O ingresso de investimentos estrangeiros na área de telecomunicações no Brasil somou R$ 11,266 bilhões (US$ 6,6 bilhões) em 2011. Os dados fazem parte do balanço anual de contas externas do Banco Central - o documento informa apenas os valores totais das transações internacionais, sem especificar em qual área o dinheiro foi usado: investimento em ações, aquisição de equipamentos fabricados no Brasil ou investimentos das matrizes em suas operações locais.
De acordo com o BC, os aportes estrangeiros aumentaram dez vezes na comparação entre o ano passado e 2010, quando a entrada de dinheiro do exterior atingiu R$ 1,125 bilhão (US$ 659 milhões). Esta aceleração fez o segmento representar 35,5% dos R$ 28,848 bilhões (US$ 16,9 bilhões), quantia total de ingressos de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, registrados no ano passado.
De outro lado, as operadoras remeteram R$ 4,165 bilhões (US$ 2,44 bilhões) ao exterior, para pagamento de lucros e dividendos, valor praticamente equivalente ao dobro do registrado em 2010. Analistas ouvidos por TELETIME descartam, pelo menos em um primeiro momento, a redução de investimentos das companhias de telecom no Brasil em 2012. Pelo contrário, os aportes em redes, principalmente, devem ser mantidos e em alguns casos priorizados, devido ao arrefecimento das grandes economias do mundo.
Mais detalhes sobre as perspectivas do mercado financeiro para o setor de telecom em 2012 estão na edição de fevereiro da revista TELETIME, que já está em circulação.
Fonte: http://www.teletime.com.br/22/02/2012/investimentos-estrangeiros-em-telecom-somaram-r-11-27-bilhoes-em-2011/tt/263737/news.aspx
De acordo com o BC, os aportes estrangeiros aumentaram dez vezes na comparação entre o ano passado e 2010, quando a entrada de dinheiro do exterior atingiu R$ 1,125 bilhão (US$ 659 milhões). Esta aceleração fez o segmento representar 35,5% dos R$ 28,848 bilhões (US$ 16,9 bilhões), quantia total de ingressos de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, registrados no ano passado.
De outro lado, as operadoras remeteram R$ 4,165 bilhões (US$ 2,44 bilhões) ao exterior, para pagamento de lucros e dividendos, valor praticamente equivalente ao dobro do registrado em 2010. Analistas ouvidos por TELETIME descartam, pelo menos em um primeiro momento, a redução de investimentos das companhias de telecom no Brasil em 2012. Pelo contrário, os aportes em redes, principalmente, devem ser mantidos e em alguns casos priorizados, devido ao arrefecimento das grandes economias do mundo.
Mais detalhes sobre as perspectivas do mercado financeiro para o setor de telecom em 2012 estão na edição de fevereiro da revista TELETIME, que já está em circulação.
Fonte: http://www.teletime.com.br/22/02/2012/investimentos-estrangeiros-em-telecom-somaram-r-11-27-bilhoes-em-2011/tt/263737/news.aspx
Operadoras brasileiras se rendem ao mercado dual-chip
O mercado brasileiro de telefonia, sobretudo o pré-pago, está tão concorrido que as operadoras móveis estão sendo forçadas a repensar algumas de suas convicções. O aparelho dual-chip é um exemplo disso. Apesar de toda a economia, flexibilidade e popularidade que sempre gozou entre os usuários, o celular com dois (ou mais) SIMCards sempre foi visto com maus olhos pelas teles, como uma espécie de canibalizador de receita.
No entanto, hoje três das quatro maiores operadoras móveis do País (Claro, Oi e TIM) já comercializam aparelhos dual-chip em suas lojas.
A Vivo, a única que ainda não tem aparelhos multi-chip em suas prateleiras, mostra ao menos que tem consciência do tamanho e da importância deste mercado. “Essa coisa de ‘o cliente ser só meu’ não comporta mais”, admite Fabio Zacharias, gerente nacional de recargas da Vivo, operadora líder do segmento pré-pago, mas que no último trimestre do ano passado viu a TIM se aproximar perigosamente e praticamente empatar essa participação de mercado, em 28%. “O grande desafio agora é ser a primeira opção do cliente, pois boa parte deles tem mais de um chip”.
Essa percepção das operadoras não podia ser diferente, diante de um mercado mais do que saturado, com uma teledensidade de dois acessos por habitante nos principais mercados, sendo 80% disso pré-pago. “Wallet-share é o nome do jogo, não mais market-share. Em um mercado com dois celulares por habitante, tenho que capturar mais recargas”, diz Bernardo Winik, diretor de vendas ao varejo da Oi. “O cliente tem um dinheiro só e duas opções e aí vem o leilão às avessas: quem tem a melhor oferta leva”, acrescenta.
Mais detalhes sobre a estratégia das operadoras para o mercado pré-pago estão na Revista TELETIME de fevereiro, que já está em circulação.
Fonte: http://www.teletime.com.br/22/02/2012/operadoras-brasileiras-se-rendem-ao-mercado-dual-chip/tt/263777/news.aspx
No entanto, hoje três das quatro maiores operadoras móveis do País (Claro, Oi e TIM) já comercializam aparelhos dual-chip em suas lojas.
A Vivo, a única que ainda não tem aparelhos multi-chip em suas prateleiras, mostra ao menos que tem consciência do tamanho e da importância deste mercado. “Essa coisa de ‘o cliente ser só meu’ não comporta mais”, admite Fabio Zacharias, gerente nacional de recargas da Vivo, operadora líder do segmento pré-pago, mas que no último trimestre do ano passado viu a TIM se aproximar perigosamente e praticamente empatar essa participação de mercado, em 28%. “O grande desafio agora é ser a primeira opção do cliente, pois boa parte deles tem mais de um chip”.
Essa percepção das operadoras não podia ser diferente, diante de um mercado mais do que saturado, com uma teledensidade de dois acessos por habitante nos principais mercados, sendo 80% disso pré-pago. “Wallet-share é o nome do jogo, não mais market-share. Em um mercado com dois celulares por habitante, tenho que capturar mais recargas”, diz Bernardo Winik, diretor de vendas ao varejo da Oi. “O cliente tem um dinheiro só e duas opções e aí vem o leilão às avessas: quem tem a melhor oferta leva”, acrescenta.
Mais detalhes sobre a estratégia das operadoras para o mercado pré-pago estão na Revista TELETIME de fevereiro, que já está em circulação.
Fonte: http://www.teletime.com.br/22/02/2012/operadoras-brasileiras-se-rendem-ao-mercado-dual-chip/tt/263777/news.aspx
Telefônica quer vender 50 MHz da faixa do MMDS
O governo ainda não tem posição definida sobre a reivindicação da Telefônica, que quer vender 50 MHz dos 70 MHz, na faixa de 2,5 GHz, frequência a que passou a ter direito de uso quando comprou as operações de MMDS (TV por assinatura via rádio) do Grupo Abril. Pelas regras do edital, a Telefônica, para participar do próximo leilão das frequências para a telefonia móvel de quarta geração, teria que devolver à União as frequências do MMDS, mediante indenização, ou vender as operações.
O que a Telefônica não concorda é com a devolução dos 20 MHz que ocupa na multiplexação FDD (Frequency Division Duplexing), pois, no passado, a Anatel teria sinalizado que os detentores dessa faixa poderiam ter direito a somar esse espectro aos 40 MHz que cada participante do leilão poderá arrematar. Nesss 20 MHz tem operações no Rio de Janeiro e em São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, mesmas cidades onde a TVA tem operações em MMDS.
De acordo com o mercado, a Sky é a maior interessada nas licenças envolvendo os 50 MHz que a Telefônica pretende vender e as duas empresas já estariam em conversações, o que ambas negam. No começo do ano, a Sky comprou a Acom, operadora de TV por assinatura em MMDS, mais que dobrando suas licenças na faixa de 2,5 GHz para oferecer serviços, com destaque para seu conteúdo, na tecnologia 4G. Se vier a negociar com a Telefônica, por meio da TST (empresa criada pelo grupo quando comprou as operações de MMDS), a Sky poderá operar em mais quatro capitais (hoje está presente em 21 cidades com MMDS, 13 das quais capitais), entre as mais importantes do país.
O que está em jogo
Em relação ao pleito da Telefônica, a Anatel terá que tomar duas decisões: a primeira é se vai permitir que ela tenha mais espectro na faixa 2,5 GHz (60 MHz) para a 4G do que seus futuros concorrentes (40 MHz). Em segundo, é se ela pode vender as operações relativas ao uso dos 50 MHz sem os demais 20 MHz também alocados para o MMDS. O entendimento, entre vários executivos da agência, é de que permitir à Telefônica ficar com o espectro que já detém em FDD na 2,5 GHz para usá-lo para a 4G não afeta as condições competitivas do mercado, o que é contestado pelos seus concorrentes. Em relação à venda dos 50 MHz da mesma faixa, mas na modulação TDD, há entendimentos díspares: um dirigente diz não ver nenhum probema, enquanto outro acha que a decisão depende de uma melhor avaliação jurídica.
A Telefônica vem pressionando o governo, pois, além de se sentir prejudicada pelas regras do edital, teme ter que fazer um right off superior ao valor que pagou pela compra das operações de MMDS do Grupo Abril (segundo informações do mercado, a Telefônica pagou pelas ações, envolvendo as licenças de cabo, por volta de R$ 1 bilhão). “Isso vai ter grande repercussão entre os acionistas e poderemos ser obrigados a ir à Justiça”, diz um executivo da operadora. A fonte lembra que, quando a Anatel fez a limpeza da faixa de 2,5 GHz para alocar aí a telefonia móvel de quarta geração, reduziu o espectro das operadoras de MMDS de 190 MHz para 70 MHz (50 MHz + 20 MHz). À aquela época, afirma, foi-nos dito que as operadoras de MMDS que fossem ao leilão poderiam ter 60 MHz, o que acabou não se confirmando no edital.
Fonte: http://telesintese.com.br/index.php/indice-geral-plantao-em-destaque/18528-telefonica-quer-vender-50-mhz-da-faixa-do-mmds
O que a Telefônica não concorda é com a devolução dos 20 MHz que ocupa na multiplexação FDD (Frequency Division Duplexing), pois, no passado, a Anatel teria sinalizado que os detentores dessa faixa poderiam ter direito a somar esse espectro aos 40 MHz que cada participante do leilão poderá arrematar. Nesss 20 MHz tem operações no Rio de Janeiro e em São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, mesmas cidades onde a TVA tem operações em MMDS.
De acordo com o mercado, a Sky é a maior interessada nas licenças envolvendo os 50 MHz que a Telefônica pretende vender e as duas empresas já estariam em conversações, o que ambas negam. No começo do ano, a Sky comprou a Acom, operadora de TV por assinatura em MMDS, mais que dobrando suas licenças na faixa de 2,5 GHz para oferecer serviços, com destaque para seu conteúdo, na tecnologia 4G. Se vier a negociar com a Telefônica, por meio da TST (empresa criada pelo grupo quando comprou as operações de MMDS), a Sky poderá operar em mais quatro capitais (hoje está presente em 21 cidades com MMDS, 13 das quais capitais), entre as mais importantes do país.
O que está em jogo
Em relação ao pleito da Telefônica, a Anatel terá que tomar duas decisões: a primeira é se vai permitir que ela tenha mais espectro na faixa 2,5 GHz (60 MHz) para a 4G do que seus futuros concorrentes (40 MHz). Em segundo, é se ela pode vender as operações relativas ao uso dos 50 MHz sem os demais 20 MHz também alocados para o MMDS. O entendimento, entre vários executivos da agência, é de que permitir à Telefônica ficar com o espectro que já detém em FDD na 2,5 GHz para usá-lo para a 4G não afeta as condições competitivas do mercado, o que é contestado pelos seus concorrentes. Em relação à venda dos 50 MHz da mesma faixa, mas na modulação TDD, há entendimentos díspares: um dirigente diz não ver nenhum probema, enquanto outro acha que a decisão depende de uma melhor avaliação jurídica.
A Telefônica vem pressionando o governo, pois, além de se sentir prejudicada pelas regras do edital, teme ter que fazer um right off superior ao valor que pagou pela compra das operações de MMDS do Grupo Abril (segundo informações do mercado, a Telefônica pagou pelas ações, envolvendo as licenças de cabo, por volta de R$ 1 bilhão). “Isso vai ter grande repercussão entre os acionistas e poderemos ser obrigados a ir à Justiça”, diz um executivo da operadora. A fonte lembra que, quando a Anatel fez a limpeza da faixa de 2,5 GHz para alocar aí a telefonia móvel de quarta geração, reduziu o espectro das operadoras de MMDS de 190 MHz para 70 MHz (50 MHz + 20 MHz). À aquela época, afirma, foi-nos dito que as operadoras de MMDS que fossem ao leilão poderiam ter 60 MHz, o que acabou não se confirmando no edital.
Fonte: http://telesintese.com.br/index.php/indice-geral-plantao-em-destaque/18528-telefonica-quer-vender-50-mhz-da-faixa-do-mmds
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Operadoras perdem US$ 13,9 bi em 2011 para redes sociais
Com o aumento do uso de aplicativos de redes sociais nos telefones móveis, a troca de mensagens de texto (SMS) entre usuários de celulares está caindo e com ela caem também as receitas das empresas de telefonia ligadas ao serviço
Estudo divulgado pela empresa Ovum indica que as operadoras de telefonia móvel estão assistindo a queda das receitas em suas áreas de SMS (Short Message Service) por conta da adoção cada vez maior de apps para serviços de mensagens alternativos e redes sociais, como Facebook, WhatsApp e Twitter. A Ovun estima que as operadoras do mundo todo tenham perdido pelo menos 13,9 bilhões de dólares em receita no ano passado por causa do uso de serviços de mensagens baseados em IP e redes sociais.
O valor representa uma fatia de 9% das receitas nessa categoria. Em 2010, segundo a Ovum, a perda teria sido de 8,7 bilhões de dólares.Os serviços de SMS and MMS (Multimedia Messaging Service) são as fontes de receita não ligadas a serviços de voz mais importantes para as operadoras no momento, diz Neha Dharia, analista de consumo da Ovum.
Os consumidores, particularmente aqueles que entendem mais de tecnologia (os chamados early adopters), preferem por exemplo usar um serviço como o Blackberry Messenger que mandar um SMS, diz Dharia. "Mensagens de texto são uma receita muito importante e as pessoas começaram a reduzir seu uso", afirma a analista. Serviços como o Blackberry Messenger e o WhatsApp usam a conexão de dados do celular ou mesmo uma conexão Wi-Fi para enviar mensagens. Usuários de smartphones optam regularmente por comprar pacotes com as operadoras que já incluam planos de dados por internet e seus aparelhos têm conexão Wi-Fi, portanto dois jeitos simples de contornar o SMS para mandar mensagens.
As operadoras já viam o problema se aproximando há um bom tempo, diz a analista. Uma solução para as empresas é oferecer seus próprios serviços de mensagem usando um conjunto de especificações chamado Rich Communication Suite (RCS), que permite habilitar via IP recursos de mensagem instantânea, vídeo, transferência de arquivos e outros recursos para equipamentos móveis.Segundo o estudo da Ovum, os esforços em torno do RCS estão começando a aparecer no mercado, mas as operadoras precisam se apressar, diz Dharia, bem como começar a repor a perda da receita do SMS com outras fontes, como por exemplo serviço de banda larga móvel.
Fonte: http://computerworld.uol.com.br/telecom/2012/02/22/operadoras-perdem-us-13-9-bi-em-2011-para-redes-sociais/
Estudo divulgado pela empresa Ovum indica que as operadoras de telefonia móvel estão assistindo a queda das receitas em suas áreas de SMS (Short Message Service) por conta da adoção cada vez maior de apps para serviços de mensagens alternativos e redes sociais, como Facebook, WhatsApp e Twitter. A Ovun estima que as operadoras do mundo todo tenham perdido pelo menos 13,9 bilhões de dólares em receita no ano passado por causa do uso de serviços de mensagens baseados em IP e redes sociais.
O valor representa uma fatia de 9% das receitas nessa categoria. Em 2010, segundo a Ovum, a perda teria sido de 8,7 bilhões de dólares.Os serviços de SMS and MMS (Multimedia Messaging Service) são as fontes de receita não ligadas a serviços de voz mais importantes para as operadoras no momento, diz Neha Dharia, analista de consumo da Ovum.
Os consumidores, particularmente aqueles que entendem mais de tecnologia (os chamados early adopters), preferem por exemplo usar um serviço como o Blackberry Messenger que mandar um SMS, diz Dharia. "Mensagens de texto são uma receita muito importante e as pessoas começaram a reduzir seu uso", afirma a analista. Serviços como o Blackberry Messenger e o WhatsApp usam a conexão de dados do celular ou mesmo uma conexão Wi-Fi para enviar mensagens. Usuários de smartphones optam regularmente por comprar pacotes com as operadoras que já incluam planos de dados por internet e seus aparelhos têm conexão Wi-Fi, portanto dois jeitos simples de contornar o SMS para mandar mensagens.
As operadoras já viam o problema se aproximando há um bom tempo, diz a analista. Uma solução para as empresas é oferecer seus próprios serviços de mensagem usando um conjunto de especificações chamado Rich Communication Suite (RCS), que permite habilitar via IP recursos de mensagem instantânea, vídeo, transferência de arquivos e outros recursos para equipamentos móveis.Segundo o estudo da Ovum, os esforços em torno do RCS estão começando a aparecer no mercado, mas as operadoras precisam se apressar, diz Dharia, bem como começar a repor a perda da receita do SMS com outras fontes, como por exemplo serviço de banda larga móvel.
Fonte: http://computerworld.uol.com.br/telecom/2012/02/22/operadoras-perdem-us-13-9-bi-em-2011-para-redes-sociais/
Tendências em TI para 2012
Marcos Sakamoto*
Com o aquecimento interno, o Brasil figura na oitava posição entre os maiores mercados de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) do mundo. O setor ganha destaque em todos os segmentos da economia, sendo indispensável para o trabalho em setores como indústria, comunicação e comércio.
De acordo com os dados divulgados neste mês pela consultoria IDC Brasil, o mercado brasileiro de TIC continuará crescendo em 2012, mesmo com a crise mundial e a desaceleração da economia nos Estados Unidos. Os analistas do setor preveem aumento acima de dois dígitos, com projeções entre 10% e 13%.
Estudos do instituto de pesquisas Gartner apontam que mercados emergentes de TI, como o Brasil, crescerão 4,6%, índice acima da média global este ano. Os investimentos na área de TI estão previstos em US$ 143,8 bilhões. Até 2015, o instituto espera que o mercado brasileiro de TI experimente uma taxa de crescimento anual de 9,9%. As companhias da América Latina vão investir US$ 384 bilhões em TI até 2015. O Brasil responderá por mais de 40% do total dos negócios.
Os índices de crescimento esperados são bem superiores à taxa de incremento estimada para a economia brasileira este ano. Projeções de economistas e da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicam que o Produto Interno Bruto (PIB) do País crescerá em torno de 3%. O PIB industrial está previsto em 2,3%.
A expansão do setor vai ao encontro de programas de incentivo do governo, como o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), que pretende levar internet com velocidade de 1 Mbps para todo o País, com custo de R$ 35 ao mês para assinantes. O principal objetivo do plano é massificar, até 2014, a oferta de acessos de internet banda larga. A expectativa do governo é disponibilizar o serviço para quase 40 milhões de domicílios, em contraposição aos 11,9 milhões atendidos hoje.
Se há expectativa de aumento de consumo, há um estimulo adicional ao surgimento e desenvolvimento de empresas do setor. Entre as tendências em tecnologia analisadas para 2012, estão mobilidade, cloud computing, redes sociais e gerenciamento de Big Data, soluções já conhecidas, mas que anunciam novas interações para os próximos anos. Essas tecnologias são indispensáveis para a sobrevivência das empresas no mercado e devem levar a maior parte dos orçamentos dos CIOs.
A mobilidade, em particular, promete aquecer o mercado de produtos. A tendência é que a conexão à internet prevaleça em 80% a 90% dos produtos nos próximos dois anos. E, a partir deste ano, empresas como a Samsung, por exemplo, já divulgaram que equipamentos como blu-ray e home theater terão conexão à rede. Assim, os televisores, ou as TVs do futuro, terão conectividade e funcionarão como um portal, com integração aos dispositivos que estarão disponíveis na internet, na nuvem.
Com o cloud computing, qualquer arquivo ou documento ficará armazenado na internet, possibilitando acesso instantâneo em qualquer lugar do mundo.
Entre outras novidades que devem movimentar o setor em 2012, estão as tecnologias que permitem que máquinas se comuniquem com o usuário. Neste sentido, já existem projetos de telemetria, uma tecnologia que admite o monitoramento e acompanhamento remoto de serviços como energia elétrica, água e rastreamento e localização de veículos. As informações trafegam pelas redes das operadoras sem interação humana. Este é um mercado gigante que se desenha e necessita de investimentos de empresas que apostem em inovações para a área.
É com grandes perspectivas que o setor de TIC inicia o ano de 2012. Entretanto, não devemos esquecer-nos dos pontos de atenção, como a qualificação da mão de obra. Existem oportunidades, mas devemos ater-nos à importância de profissionais bem preparados para atender à demanda do mercado. Assim, parcerias com institutos e órgãos, como o Sebrae e a Fiesp, são bons guias para que as empresas tracem as necessidades e planos para agregar valores às organizações. O futuro das empresas de TIC está nas mãos dos profissionais que as fazem. Portanto, quanto maior a bagagem, maior será o futuro da empresa.
*Marcos Sakamoto é presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação de São Paulo (Assespro-SP).
Fonte: http://ethevaldo.com.br/tendencias-em-ti-para-2012/
Com o aquecimento interno, o Brasil figura na oitava posição entre os maiores mercados de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) do mundo. O setor ganha destaque em todos os segmentos da economia, sendo indispensável para o trabalho em setores como indústria, comunicação e comércio.
De acordo com os dados divulgados neste mês pela consultoria IDC Brasil, o mercado brasileiro de TIC continuará crescendo em 2012, mesmo com a crise mundial e a desaceleração da economia nos Estados Unidos. Os analistas do setor preveem aumento acima de dois dígitos, com projeções entre 10% e 13%.
Estudos do instituto de pesquisas Gartner apontam que mercados emergentes de TI, como o Brasil, crescerão 4,6%, índice acima da média global este ano. Os investimentos na área de TI estão previstos em US$ 143,8 bilhões. Até 2015, o instituto espera que o mercado brasileiro de TI experimente uma taxa de crescimento anual de 9,9%. As companhias da América Latina vão investir US$ 384 bilhões em TI até 2015. O Brasil responderá por mais de 40% do total dos negócios.
Os índices de crescimento esperados são bem superiores à taxa de incremento estimada para a economia brasileira este ano. Projeções de economistas e da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicam que o Produto Interno Bruto (PIB) do País crescerá em torno de 3%. O PIB industrial está previsto em 2,3%.
A expansão do setor vai ao encontro de programas de incentivo do governo, como o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), que pretende levar internet com velocidade de 1 Mbps para todo o País, com custo de R$ 35 ao mês para assinantes. O principal objetivo do plano é massificar, até 2014, a oferta de acessos de internet banda larga. A expectativa do governo é disponibilizar o serviço para quase 40 milhões de domicílios, em contraposição aos 11,9 milhões atendidos hoje.
Se há expectativa de aumento de consumo, há um estimulo adicional ao surgimento e desenvolvimento de empresas do setor. Entre as tendências em tecnologia analisadas para 2012, estão mobilidade, cloud computing, redes sociais e gerenciamento de Big Data, soluções já conhecidas, mas que anunciam novas interações para os próximos anos. Essas tecnologias são indispensáveis para a sobrevivência das empresas no mercado e devem levar a maior parte dos orçamentos dos CIOs.
A mobilidade, em particular, promete aquecer o mercado de produtos. A tendência é que a conexão à internet prevaleça em 80% a 90% dos produtos nos próximos dois anos. E, a partir deste ano, empresas como a Samsung, por exemplo, já divulgaram que equipamentos como blu-ray e home theater terão conexão à rede. Assim, os televisores, ou as TVs do futuro, terão conectividade e funcionarão como um portal, com integração aos dispositivos que estarão disponíveis na internet, na nuvem.
Com o cloud computing, qualquer arquivo ou documento ficará armazenado na internet, possibilitando acesso instantâneo em qualquer lugar do mundo.
Entre outras novidades que devem movimentar o setor em 2012, estão as tecnologias que permitem que máquinas se comuniquem com o usuário. Neste sentido, já existem projetos de telemetria, uma tecnologia que admite o monitoramento e acompanhamento remoto de serviços como energia elétrica, água e rastreamento e localização de veículos. As informações trafegam pelas redes das operadoras sem interação humana. Este é um mercado gigante que se desenha e necessita de investimentos de empresas que apostem em inovações para a área.
É com grandes perspectivas que o setor de TIC inicia o ano de 2012. Entretanto, não devemos esquecer-nos dos pontos de atenção, como a qualificação da mão de obra. Existem oportunidades, mas devemos ater-nos à importância de profissionais bem preparados para atender à demanda do mercado. Assim, parcerias com institutos e órgãos, como o Sebrae e a Fiesp, são bons guias para que as empresas tracem as necessidades e planos para agregar valores às organizações. O futuro das empresas de TIC está nas mãos dos profissionais que as fazem. Portanto, quanto maior a bagagem, maior será o futuro da empresa.
*Marcos Sakamoto é presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação de São Paulo (Assespro-SP).
Fonte: http://ethevaldo.com.br/tendencias-em-ti-para-2012/
Hadoop conquista TI das companhias
Plataforma de análise de dados aberta permite que empresas armazenem e processem informações antes rejeitadas devido à complexidade, custo e falta de ferramentas.
O Hadoop, plataforma de código aberto da Apache para análise de dados, está saindo das sombras e conquistando as empresas. Muitas companhias estão sendo atraídas por essa ferramenta pela sua capacidade de armazenar, processar e avaliar grandes volumes de informações. Mas a falta de talentos com habilidade na tecnologia opensource representam desafios técnicos que as equipes de TI precisam lidar.
O Hadoop nasceu a partir do trabalho de Doug Cutting e Cafarella Mike, que originalmente desenvolveram a solução para apoiar o Apache Nutch, um motor de buscas opensource. Tornou-se um projeto Apache quando Cutting e uma equipe de engenheiros do Yahoo dividiram o código de computação para criar o Hadoop.
Hoje, o poder do Hadoop está em cada clique no Yahoo, onde o ambiente de produção da solução abrange mais de 42 mil nós. Esse tipo de escalabilidade é a cereja do bolo da plataforma, que é projetada para lidar com aplicações intensivas de dados distribuídos, abrangendo milhares de nós e exabytes de dados, com um alto grau de tolerância a falhas.
Entre os usuários do mundo online estão eBay, Facebook, LinkedIn, Netflix e Twitter, mas também está presente em empresas de outros setores como finanças, tecnologia, telecomunicações e governo.
Cada vez mais, companhias de TI estão encontrando um lugar para Hadoop em seus planos de arquitetura de dados. O atrativo, em poucas palavras, é que o Hadoop permite uma computação massivamente paralela em servidores de commodities de baixo custo. As organizações podem coletar mais dados e realizar análises que antes não eram práticas por causa do custo, complexidade e falta de ferramentas.
Na Concurrent Computer, a decisão de usar o Hadoop foi impulsionada em grande parte pela escalabilidade. "Essa era a maior preocupação. Com um banco de dados relacional tradicional, cada vez que você deseja crescer ou escalar, acaba pagando por isso", diz Will Lazzaro, diretor de engenharia da Concurrent, que fornece vídeo on demand e processa diariamente milhares de registros relacionados aos telespectadores, o consumo de conteúdo e as operações da plataforma.
"Quando se trata do trabalho pesado de obtenção de dados do dia anterior em nosso sistema, o Hadoop é a tecnologia oportuna para buscá-los, mesmo que eles sejam estruturados, semi-estruturados ou não estruturados", diz Lazzaro.
Lidando com Big Data
Hadoop permite que as empresas armazenem e processem dados que antes eram rejeitados [arquivos de log, por exemplo] porque era muito difícil o processo e não se encaixava corretamente em esquemas de banco de dados tradicionais. Esse é o ponto crucial do chamado Big Data, diz Matt Aslett, gerente de pesquisa, gerenciamento de dados e análise da 451 Research. "Trata-se de fazer ações com os dados que anteriormente foram jogados fora, permitindo, assim, novas aplicações e projetos."
"Essa abordagem, que permite apenas armazenar os dados e depois descobrir o que você quer fazer com ele, é muito mais apropriada para dados não estruturados e semi-estruturados como dados de log da web, mas seria necessário fazer alguns testes", afirma Aslett. "O custo para fazer isso em um data warehouse empresarial seria proibitivo."
A Return Path, empresa certificadora de e-mail, começou a experimentar o Hadoop em 2008, atraído pelo seu enorme potencial de armazenamento e a capacidade de escalar facilmente, adicionando servidores. A companhia recolhe grandes quantidades de dados de Internet Service Providers (ISPs) e os analisa para estabelecer a reputação do remetente de e-mail, identificar problemas de entrega ou monitorar as mensagens potencialmente prejudiciais, por exemplo.
Nos primeiros dias, a assinatura de um novo ISP pode resultar em uma quadruplicação dos dados. Diante desse cenário, a empresa encontrou-se em uma posição em que ela não poderia manter os dados, nem processá-los da forma desejada, lembra o CTO, Andy Sautins. Ao longo dos anos, ele e sua equipe tentaram algumas soluções personalizadas. "Esse trabalho foi bem-sucedido, mas exigiu muito mais tempo e investimento em desenvolvimento de software, que fizeram sentido", diz Sautins.
O Hadoop foi um divisor de águas, observa o executivo. "Ele realmente nos ajudou a ser capazes de resistir à tempestade de reter e processar mais dados."
Saindo da sombra
O Apache Hadoop inclui dois subprojetos principais: o Hadoop Distributed File System (HDFS), que proporciona alto rendimento de acesso a dados, e o Hadoop MapReduce, que é uma estrutura de software para processamento distribuído de grandes conjuntos de dados em clusters de computação.
A entrada do Hadoop ao mercado como plataforma empresarial lembra a chegada do Linux: implementações foram precedidas de projetos de TI, ou testes antes de adotá-lo em larga escala. A adoção está crescendo em grande parte por meio de desenvolvedores. "É exatamente igual à movimentação do Linux nas empresas”, afirma Aslett.
O surgimento de fornecedores com força comercial orientada ao Hadoop, incluindo ferramentas de suporte, gestão e assistência de configuração - acelerou ainda mais a adoção no âmbito empresarial. Companhias-chave nessa arena são Cloudera, MapR Technologies e Hortonworks, que ajudaram o Yahoo a desenvolver a distribuição do Hadoop. A solução também está na mira de empresas como IBM, Oracle, Microsoft e EMC, ávidos para lucrar com ela.
A Concurrent usa a plataforma Cloudera CDH. "Certamente poderíamos ter a versão opensource sem o apoio Cloudera, mas nós encontramos um parceiro que nos permite expandir a solução e aumentar nossos conhecimentos, e realmente compreender como funciona o sistema", explica Lazzaro.
A Return Path começou a trabalhar com o MapR no ano passado, um movimento que fez para melhorar a estabilidade e o desempenho. "Registramos aumento de dois e meio a três vezes na performance em nossas cargas de trabalho", diz Sautins. "Isso significa que podemos executar tarefas duas vezes mais rápido”, observa.
Encontrando talentos
Hadoop torna mais fácil para processar grandes quantidades de dados, mas desafia as empresas na hora de escolher a tecnologia mais apropriada para lidar com diferentes tipos de dados. "Ainda há muita confusão sobre quais aplicações e cargas de trabalho devem estar no Hadoop contra aquelas que deveriam estar em um tradicional data warehouse”, aponta Aslett. "Infelizmente, neste ponto, não há respostas fáceis."
Outro desafio que surge com o crescimento do Hadoop é encontrar pessoas para trabalhar com a tecnologia. "Há falta de habilidade, e isso é definitivamente um obstáculo em termos de adoção”, argumenta Aslett.
Cloudera, IBM, Hortonworks e MapR estão investindo pesadamente em programas de treinamento para ensinar os profissionais de TI como implementar, configurar e gerenciar os produtos do Hadoop. "Eles estão bem conscientes de que esse é um problema que pode limitar o avanço da solução no mercado”, observa o executivo.
"Atualmente, contratar está difícil", reconhece Omer Trajman, vice-presidente de soluções para clientes da Cloudera. Uma abordagem mais viável é olhar internamente para candidatos maduros para aprender Hadoop, sugere. Por outro lado, conforme a adoção de Hadoop cresce, o número de profissionais de TI com conhecimentos na solução. “Nos últimos dois anos, toda vez que perguntei a um candidato se ele tinha experiência em Hadoop, geralmente a resposta era ‘hã-quê?’. Com o amadurecimento da tecnologia, esse quadro deverá mudar ", diz Lazzaro.
Sautins, da Return Path, afirma que um profissional que vai trabalhar com a plataforma deve ter conhecimento na área de cluster, interesse em unir ferramentas e verificar como elas funcionam juntas. “É um conjunto de habilidades.”
Fonte: http://computerworld.uol.com.br/tecnologia/2012/02/17/hadoop-conquista-ti-das-companhias/
O Hadoop, plataforma de código aberto da Apache para análise de dados, está saindo das sombras e conquistando as empresas. Muitas companhias estão sendo atraídas por essa ferramenta pela sua capacidade de armazenar, processar e avaliar grandes volumes de informações. Mas a falta de talentos com habilidade na tecnologia opensource representam desafios técnicos que as equipes de TI precisam lidar.
O Hadoop nasceu a partir do trabalho de Doug Cutting e Cafarella Mike, que originalmente desenvolveram a solução para apoiar o Apache Nutch, um motor de buscas opensource. Tornou-se um projeto Apache quando Cutting e uma equipe de engenheiros do Yahoo dividiram o código de computação para criar o Hadoop.
Hoje, o poder do Hadoop está em cada clique no Yahoo, onde o ambiente de produção da solução abrange mais de 42 mil nós. Esse tipo de escalabilidade é a cereja do bolo da plataforma, que é projetada para lidar com aplicações intensivas de dados distribuídos, abrangendo milhares de nós e exabytes de dados, com um alto grau de tolerância a falhas.
Entre os usuários do mundo online estão eBay, Facebook, LinkedIn, Netflix e Twitter, mas também está presente em empresas de outros setores como finanças, tecnologia, telecomunicações e governo.
Cada vez mais, companhias de TI estão encontrando um lugar para Hadoop em seus planos de arquitetura de dados. O atrativo, em poucas palavras, é que o Hadoop permite uma computação massivamente paralela em servidores de commodities de baixo custo. As organizações podem coletar mais dados e realizar análises que antes não eram práticas por causa do custo, complexidade e falta de ferramentas.
Na Concurrent Computer, a decisão de usar o Hadoop foi impulsionada em grande parte pela escalabilidade. "Essa era a maior preocupação. Com um banco de dados relacional tradicional, cada vez que você deseja crescer ou escalar, acaba pagando por isso", diz Will Lazzaro, diretor de engenharia da Concurrent, que fornece vídeo on demand e processa diariamente milhares de registros relacionados aos telespectadores, o consumo de conteúdo e as operações da plataforma.
"Quando se trata do trabalho pesado de obtenção de dados do dia anterior em nosso sistema, o Hadoop é a tecnologia oportuna para buscá-los, mesmo que eles sejam estruturados, semi-estruturados ou não estruturados", diz Lazzaro.
Lidando com Big Data
Hadoop permite que as empresas armazenem e processem dados que antes eram rejeitados [arquivos de log, por exemplo] porque era muito difícil o processo e não se encaixava corretamente em esquemas de banco de dados tradicionais. Esse é o ponto crucial do chamado Big Data, diz Matt Aslett, gerente de pesquisa, gerenciamento de dados e análise da 451 Research. "Trata-se de fazer ações com os dados que anteriormente foram jogados fora, permitindo, assim, novas aplicações e projetos."
"Essa abordagem, que permite apenas armazenar os dados e depois descobrir o que você quer fazer com ele, é muito mais apropriada para dados não estruturados e semi-estruturados como dados de log da web, mas seria necessário fazer alguns testes", afirma Aslett. "O custo para fazer isso em um data warehouse empresarial seria proibitivo."
A Return Path, empresa certificadora de e-mail, começou a experimentar o Hadoop em 2008, atraído pelo seu enorme potencial de armazenamento e a capacidade de escalar facilmente, adicionando servidores. A companhia recolhe grandes quantidades de dados de Internet Service Providers (ISPs) e os analisa para estabelecer a reputação do remetente de e-mail, identificar problemas de entrega ou monitorar as mensagens potencialmente prejudiciais, por exemplo.
Nos primeiros dias, a assinatura de um novo ISP pode resultar em uma quadruplicação dos dados. Diante desse cenário, a empresa encontrou-se em uma posição em que ela não poderia manter os dados, nem processá-los da forma desejada, lembra o CTO, Andy Sautins. Ao longo dos anos, ele e sua equipe tentaram algumas soluções personalizadas. "Esse trabalho foi bem-sucedido, mas exigiu muito mais tempo e investimento em desenvolvimento de software, que fizeram sentido", diz Sautins.
O Hadoop foi um divisor de águas, observa o executivo. "Ele realmente nos ajudou a ser capazes de resistir à tempestade de reter e processar mais dados."
Saindo da sombra
O Apache Hadoop inclui dois subprojetos principais: o Hadoop Distributed File System (HDFS), que proporciona alto rendimento de acesso a dados, e o Hadoop MapReduce, que é uma estrutura de software para processamento distribuído de grandes conjuntos de dados em clusters de computação.
A entrada do Hadoop ao mercado como plataforma empresarial lembra a chegada do Linux: implementações foram precedidas de projetos de TI, ou testes antes de adotá-lo em larga escala. A adoção está crescendo em grande parte por meio de desenvolvedores. "É exatamente igual à movimentação do Linux nas empresas”, afirma Aslett.
O surgimento de fornecedores com força comercial orientada ao Hadoop, incluindo ferramentas de suporte, gestão e assistência de configuração - acelerou ainda mais a adoção no âmbito empresarial. Companhias-chave nessa arena são Cloudera, MapR Technologies e Hortonworks, que ajudaram o Yahoo a desenvolver a distribuição do Hadoop. A solução também está na mira de empresas como IBM, Oracle, Microsoft e EMC, ávidos para lucrar com ela.
A Concurrent usa a plataforma Cloudera CDH. "Certamente poderíamos ter a versão opensource sem o apoio Cloudera, mas nós encontramos um parceiro que nos permite expandir a solução e aumentar nossos conhecimentos, e realmente compreender como funciona o sistema", explica Lazzaro.
A Return Path começou a trabalhar com o MapR no ano passado, um movimento que fez para melhorar a estabilidade e o desempenho. "Registramos aumento de dois e meio a três vezes na performance em nossas cargas de trabalho", diz Sautins. "Isso significa que podemos executar tarefas duas vezes mais rápido”, observa.
Encontrando talentos
Hadoop torna mais fácil para processar grandes quantidades de dados, mas desafia as empresas na hora de escolher a tecnologia mais apropriada para lidar com diferentes tipos de dados. "Ainda há muita confusão sobre quais aplicações e cargas de trabalho devem estar no Hadoop contra aquelas que deveriam estar em um tradicional data warehouse”, aponta Aslett. "Infelizmente, neste ponto, não há respostas fáceis."
Outro desafio que surge com o crescimento do Hadoop é encontrar pessoas para trabalhar com a tecnologia. "Há falta de habilidade, e isso é definitivamente um obstáculo em termos de adoção”, argumenta Aslett.
Cloudera, IBM, Hortonworks e MapR estão investindo pesadamente em programas de treinamento para ensinar os profissionais de TI como implementar, configurar e gerenciar os produtos do Hadoop. "Eles estão bem conscientes de que esse é um problema que pode limitar o avanço da solução no mercado”, observa o executivo.
"Atualmente, contratar está difícil", reconhece Omer Trajman, vice-presidente de soluções para clientes da Cloudera. Uma abordagem mais viável é olhar internamente para candidatos maduros para aprender Hadoop, sugere. Por outro lado, conforme a adoção de Hadoop cresce, o número de profissionais de TI com conhecimentos na solução. “Nos últimos dois anos, toda vez que perguntei a um candidato se ele tinha experiência em Hadoop, geralmente a resposta era ‘hã-quê?’. Com o amadurecimento da tecnologia, esse quadro deverá mudar ", diz Lazzaro.
Sautins, da Return Path, afirma que um profissional que vai trabalhar com a plataforma deve ter conhecimento na área de cluster, interesse em unir ferramentas e verificar como elas funcionam juntas. “É um conjunto de habilidades.”
Fonte: http://computerworld.uol.com.br/tecnologia/2012/02/17/hadoop-conquista-ti-das-companhias/
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